terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dicas para uma receita de Barley Wine

OG: 1.090 – 1.120
Amargor: 50-100 IBU
Cor: 14-22 SRM
Álcool(vol): 8,4% - 12%
Sabor: maltada, encorpada e alcoólica. Médio para alto de amargor.
Cervejas Comerciais: Fuller´s Golden Pride, Rogue Old Crustacean, Brooklyn Monster Ale, Schmitt Barley Wine.

Ao contrário do que as pessoas imaginam, este estilo de cerveja não contém nenhuma semelhança com wine(vinho). O termo Barley Wine foi originalmente usado na Inglaterra, por volta de 1860 para designar uma cerveja bem forte dentro da família das bitters e pale ales inglesas.

Algumas características a respeito do seu perfil. Tradicionalmente, a barley wine utilizava-se de “dry hopping”(técnica usada de adicionar lúpulo na maturação) antes de embarcar as cervejas para os pubs.
Uma outra observação em relação a esse estilo é a sua atenuação, que varia entre 70 – 75%, deste modo, precisa-se de uma atenção especial a sua fermentação, geralmente bem prolongada, 2 -3 semanas e, uma boa dosagem de fermento, geralmente o dobro que utilizadas numa ale, para garantir essa boa atenuação diante dessa cerveja bem alcoólica.

Maltes:
Numa visão geral, o malte pale ale representa a maioria das receitas. No nosso caso, podemos utilizar do malte pilsen para substituir. Outros 10-15% podemos variar com maltes especiais, principalmente os caramelizados. Maltes como o Munich, Vienna, Chocolate e etc, podem ser usados na formulação da receita numa quantidade de +- 5%. Fica aqui a imaginação do mestre-cervejeiro em questão.

Lúpulo:
Uma variedade muito grande de lúpulos pode ser usada nas barley wine. Herança das escolas cervejeiras inglesas e americanas. Para seguir um estilo, por assim dizer, mais inglês, tradicionalmente o East Kent Goldings é recomendado, mas lúpulos como o Fuggles e Styrian Golding também são muito usados, principalmente para dry hopping. Devido a revolução da cerveja artesanal americana nos anos de 1980-1990, lúpulos como o Chinook, Centennial e Cascade(aroma) também são largamente utilizados, ou mesmo a mistura entre estas duas escolas cervejeiras.

Mostura:
Para a infusão, podemos trabalhar com uma rampa simples, por volta de 65-67°C, a esta temperatura produz fermentáveis ideais para este estilo.

Fermentação:
Como já observado, uma atenção especial à fermentação que inclui o dobro de leveduras para uma ale normal e uma fermentação primária prolongada para atingir a atenuação de pelo menos 70%. Fermentos secos como o T-58 e S-33 encontrados no Brasil são indicados e bem parecidos em relação a sua sedimentação, atenuação e tolerância ao álcool. Sendo o T-58 com notas mais frutadas e o S-33 um pouco mais condimentado. A maturação também é prolongada, podendo ser inclusive em anos, ou até em barris, o que favorece o arredondamento da percepção alcoólica e favorece no desenvolvimento de novos sabores a esta cerveja.

Brew happy,
Alex da Rós

7 Comentários:

cervejaria.blackbrewer@gmail.com disse...

Excelente postagem!! Hoje estarei brassando uma barley wine que já se encaixa exatamente nessas dicas! Grande abraço, até mais.

Claudio.

http://blackbrewer.blogspot.com

Alex Mecenas disse...

Valeu, Claudio(Black Brewer).

Também preciso brassar uma para o Concurso Nacional o mais rápido possível. Estaremos lá!

Abraços,

Anônimo disse...

Eita cerveja Amarga 500 - 100 de IBU...É UMA PORRADA...

COUPLE'S BIER disse...

E ai Alex, blz. Que amorgor é esse hein,kk

Cara, bela postagem, algumas dicas que eu estava procurando, vou brassar semana que vem e pode ter certeza que usarei algumas dicas daqui!!

Abraços

Bode disse...

Providencial essa postagem !!

Ótimas imagens e trabalho de pesquisa!!

grande abraço

Alex Mecenas disse...

Rafael e Anonimo: corrigi o amargor. Errei na digitação, mas 500 IBU seria bem interessante, hein..rs

Valeu Bode. Bora para Floripa!

Boneca de Trapo disse...

Ola...vocês podem me dizer onde eu posso comprar essa cerveja mecenas?
Meu email é cintia_espino@hotmail.com
Obrigada
Cintia