sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Veja que mentira!


Publico aqui a minha resposta ao colunista da Veja, Lauro Jardim, sobre a nota públicada no Radar On line("veja" aqui):




Caro Lauro Jardim,


Este é um projeto para a inclusão da microcervejaria no SIMPLES.Entenda micro como aqueles empreendedores que procuram vender 10 mil, 100mil litros por mês. Diferente da grandes cervejaria que vendem hectolitros por dia.


Tente se colocar no lugar de uma pessoa que procura abrir uma microcervejaria, investir em equipamentos, aluguel, contratação de pessoal, buscar de pontos de vendas, etc e ainda ter que pagar o mesmo imposto de grandes cervejarias já estabelecidas no mercado, que diluem todos estes custos em hectolitros de cerveja. Muito dificil para esse empreendedor individual, não?

Pense também que as microcervjarias geram mais empregos do que a mecanizada industria cervejeira. Agora imagine várias delas espalhadas nas cidades, com o apoio da comunidade local. Iria reduzir o custo de transporte, venda de barris retornáveis poderia ajudar o meio ambiente, desenvolver pequenos fornecedores e gerar renda local. Bom, isso já acontece nos EUA. Pesquise sobre o Movimento “The Craft Beer Renaissance que ocorreu por lá. Verá que isso é possível.


No final de toda essa pesquisa, experimente algumas cervejas artesanais e perceba as diferenças de sabores, harmonize com pratos e verá que não precisa consumir uma caixa da mesma cerveja, mas pouco e de melhor qualidade.


Depois de tudo isso, se você achar ainda que isso tudo é um boteco para deputado, ok, está no seu direito de escrever o que quiser, senão, bem vindo ao mundo das pessoas que dão valor as coisas feitas com dedicação e qualidade.


Um brinde!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Carta de Florianópolis



A pedido do Jorge Henrique Gitzler estamos divulgando a "Carta de Florianopolis".

Prezados Cervejeiros,

Segue abaixo esta a “Carta de Florianopolis”, ela foi feita a partir da palestra do Deputado Federal Jeronimo Goergen, PP/RS, relator da lei do Simples, que esta apoiando a inclusão das micros cervejarias no SIMPLES.






No dia esta presente mais de 80 pessoas representando microcervejarias brasileiras e cervejeiros caseiros.

A redação final foi feita por uma comissão de 15 pessoas, e aprovada.


CARTA DE FLORIANÓPOLIS.

As Microcervejarias e cervejeiros caseiros, reunidos no 6º Encontro Nacional de Cervejas Artesanais, nos dias 23 a 26 de junho de 2011, na Cidade de Florianópolis, querem se manifestar sobre a alta tributação do setor:
Nos últimos 8 anos vivemos o renascimento das cervejas artesanais no Brasil. Hoje, o País tem mais de 200 microcervejarias espalhadas por todo o Brasil.
As microcervejarias se caracterizam por produzir cervejas regionais, em pequenos volumes, muitas vezes refletindo a cultura da região e explorando sabores e estilos que não são produzidos pelas grandes indústrias cervejeiras.
Estamos vivendo o renascimento desta cultura no Brasil, inclusive criando uma nova escola cervejeira que já é reconhecida no mundo pela sua qualidade. Isso é resultado do trabalho e dos investimentos das microcervejarias e dos cervejeiros caseiros que colocaram o nosso país no mapa das cervejas artesanais de qualidade. Isso é comprovado pelo reconhecimento internacional, nos últimos anos, através dos vários prêmios conquistados nos cinco continentes pelas cervejarias artesanais brasileiras. Ou seja, o Brasil está sendo reconhecido pela qualidade das suas cervejas – principalmente pelas artesanais.
Entretanto há um paradoxo: o setor enfrenta um grande desafio para se manter e até se expandir, que é a tributação. Hoje 2/3 do preço de uma cerveja artesanal é composto por tributos. Como a estrutura das microcervejarias é a de pequenas e micro empresas, não tendo ganho em escala, o empreendimento se torna inviável.
Para se ter uma idéia do que representa essa carga tributaria, se uma cervejaria produzir 10.000 litros por mês, ela paga de tributos o referente a 6.000 litros, sobrando 4.000 litros para pagar matéria-prima, funcionários, instalações, remuneração do investimento, etc.. o que torna inviável o negócio.
Na microcervejaria, os custos de matéria-prima são muito mais elevados do que nas grandes cervejarias, pois aquelas se utilizam apenas de materiais de qualidade, adquiridos em pequenas quantidades e quase sempre importadas, já que os nacionais são monopolizados pelas grandes empresas do setor.
Apesar de as microcervejarias se enquadrarem perfeitamente como micro empresas e empresas de pequeno porte, elas são impedidas de optarem pelo Sistema Tributário “SIMPLES”, da mesma forma que as distribuidoras de cerveja, prejudicando mortalmente a sua sobrevivência financeira.
Hoje o mercado das cervejas artesanais não ultrapassa 0,04% do total das cervejas vendidas no país, ou seja, um beneficio fiscal não representaria perda de arrecadação, pelo contrario, iria incentivar o setor a aumentar a produção. O exemplo é o Estado de SC que, apesar de reduzir a alíquota de ICMS, arrecadou R$ 336.000,00 de ICMS no ano de 2006 e já no ano de 2010 atingiu a cifra de R$ 800.000,00.
Outro forte argumento é a empregabilidade. As pequenas cervejarias geram muito mais postos de trabalho que as cervejarias de grande porte. Enquanto em uma microcervejaria é gerado um emprego para cada 50.000lts produzidos por ano, nas grandes cervejaria é gerado um emprego para cada 1.000.000 de litros ano.
Alguns olham o setor de forma equivocada, achando que conceder benefícios fiscais significa incentivar a bebida alcoólica, um produto politicamente incorreto. Mas é importante frisar que as microcervejarias não estimulam a ingestão de quantidade, e sim de qualidade, fato similar que ocorre com a indústria do vinho. A cerveja artesanal é, em geral, mais cara que uma cerveja comum porque seus custos de produção são diferentes, o que cria uma barreira natural ao consumo em grande quantidade.
As microcervejarias estão gerando uma cultura cervejeira no Brasil, retomando a história que foi interrompida há algumas décadas quando os grandes grupos adquiriram as pequenas cervejarias. As microcervejarias artesanais proporcionam o incremento da indústria do entretenimento, hoteleira, gastronômica, turística, etc. Muitas cidades têm orgulho de terem uma microcervejaria hoje em dia.
Não há como contestar que a cerveja tem acompanhando a humanidade há mais de 6.000 anos, tratando-se da terceira bebida mais consumida no mundo – atrás da água e do chá - mas é considerada como alimento, devido ao seu alto teor de carboidratos, sendo por isso intitulada pão líquido.
Ao contrário das grandes cervejarias, as microcervejarias têm sua produção artesanal, algumas com estrutura familiar, personalizadas, com a criação e desenvolvimento de estilos e receitas próprias.
Outra diferença é a variedade de sabores e tipos de bebida oferecidos pelas microcervejarias. Trata-se de produto único, que tem um público específico voltado à gastronomia, além de fomentar a economia e promover a geração de empregos, pois a relação pessoal empregado pelo volume de produção é muito superior nas microcervejarias.
O setor das Cervejas Artesanais também desenvolve o setor da indústria de equipamentos, distribuição e revenda de bebidas, além da criação de cursos profissionalizantes de técnicos cervejeiros, mestres cervejeiros, beersomelier, etc. Ou seja, existe uma grande cadeia econômica beneficiada.
Sabemos que o mundo da Cerveja Artesanal é desconhecido para uma grande maioria das pessoas do nosso País, mas para desenvolvê-lo com qualidade é necessário a redução da carga tributária. Para a sobrevivência do setor, o primeiro passo seria a abertura da opção pelo regime do SIMPLES para o mercado cervejeiro (fábricas e distribuidores).
Pela importância econômica e cultural do setor, vimos por meio desta solicitar a atenção de vossas senhorias para que as Microcervejarias sejam incluídas no SIMPLES, para que assim possam ter uma carga tributaria justa.









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aprenda a fazer cerveja - Workshop da Acerva Paulista



Para quem quer iniciar na arte de fazer cerveja em casa, esta é uma ótima oportunidade para aprender. O curso será realizado dia 16/07, às 9h00, na sede da Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas (AcervA/SP), em Campinas. O valor será de R$ 250,00 para não-sócios


Só posso dizer que vale muito a pena.


Para maiores informações, acesse o site da Associação

quarta-feira, 6 de abril de 2011





Vem aí o 6º Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, evento anualmente promovido pelas Associações de Cervejeiros Artesanais dos diversos estados do Brasil. Este ano a Acerva Catarinense será a anfitriã e organizará todo o Concurso e a Festa de Premiação. O evento ocorrerá entre 22 a 26 de junho – SESC Cacupé – Florianópolis – SC


Este ano os estilos de cerveja escolhidos, de acordo com o BJCP (critérios de avaliação do Beer Judge Certification Program) para concorrer foram:


2B. BOHEMIAN PILSENER

19B. ENGLISH BARLEYWINE (iremos concorrer com a Mecenas Barleywine)

22A. CLASSIC RAUCHBIER


As inscrições serão efetuadadas pelo site http://www.acervacatarinense.com.br/. Veja as caracteristicas de cada estilo do BJCP(tradução feita pela Acerva Catarinense)





2B. BOHEMIAN PILSENER

Aroma: Rico, de um maltado complexo, buquê floral e apimentadode lúpulo Saaz. Um agradável toque de diacetil é aceitável, mas não necessário. De outra maneira límpido, sem ésteres frutados.

Aparência: De dourado bastante pálido a um profundo dourado queimado, de aspecto brilhante a muito claro, com uma espuma cremosa branca, densa e de longa duração

Sabor: Rico, maltado complexo combinado com um pronunciado, porém, ainda suave e arredondado sabor amargo e picante de lúpulo Saaz. Um toque de diacetil é aceitável, mas não necessário. Amargor é proeminente, mas nunca áspero e duradouro. Retrogosto balanceado entre malte e lúpulo. Límpido, sem ésteres frutados.

Boca (Mouthfeel): Corpo médio (na presença de diacetil, pode fazê-lo parecer médio-completo), média carbonatação.


Impressão geral: Cerveja bem definida e seca, arredondada e complexa, porém, refrescante.

História: Fabricada pela primeira vez em 1842, foi o primeiro estilo claro com coloração suave.


Observações: Utiliza malte de cevada Morávio e mosturação comdecocção para obter uma característica mais rica de malte. Lúpulo Saaz, água pouco sulfurosa e com baixa carbonatação /com pouco gás carbônico, baixo índice de carbonatos, proporcionando um perfil suave e arredondado de lúpulo. Em determinadas situações, leveduras tradicionais podem proporcionar uma nota de diacetil. Dextrinas fornecem mais corpo e o diacetil reforça a percepção de um paladar mais completo.

Ingredientes: Água “mole” com baixo conteúdo mineral, lúpulo Saaz, malte de cevada Morávio, levedura lager tcheca.


Vital Statistics: OG: 1.044 – 1.056 IBUs: 35 – 45 FG: 1.013 – 1.017 SRM: 3.5 – 6 ABV: 4.2 – 5.4%

Exemplos Comerciais: Pilsner Urquell, Krušovice Imperial 12°, BudweiserBudvar (Czechvar in the US), Czech Rebel, Staropramen, Gambrinus Pil-sner, Zlaty Bazant Golden Pheasant, Dock Street Bohemian Pilsner

19B. ENGLISH BARLEYWINE

Aroma: Muito rico e de maltado bastante pronunciado, frequentemente com um aroma típico de caramelo. Aromas frutados de moderado a forte, geralmente de caráter de frutas secas. Aroma de lúpulo inglês, variando de brando a assertivo. Percepção aromática de álcool de baixa à moderada, nunca severo, quente ou lembrando solventes. A intensidade destes aromas usualmente deixa de estar pronunciados conforme o envelhecimento ocorre. O aroma pode ter um rico caráter incluindo pão, torrado, caramelo, melado. Versões envelhecidas podem ter uma qualidade que lembrem vinhos fortes como sherry, possivelmente com aromáticos que remetem ao vinho Porto, e em geral aroma de malte silenciado. Baixo a nenhum diacetil.

Aparência: Cor pode variar de um dourado rico a um âmbar bastante escuro ou mesmo marrom enegrecido. Frequentemente tem realces de rubi, mas não deve ser opaco. Espuma baixa a moderada, quase branca; pode ter baixa retenção de espuma. Pode ser turva com uma gélida névoa em baixas temperaturas, mas geralmente torna-se bem ou brilhantemente límpida conforme aquece. A cor pode parecer ter grande profundidade, como se vista através de uma lente grossa. Altos níveis de álcool e viscosidade podem ser visivelmente percebidos quando a cerveja é agitada em redemoinho no copo.

Sabor: Forte, intenso, complexo, com múltiplas camadas de saboresde maltes que lembram desde pão e biscoito até nozes e frutas oleoginosas (avelã, castanha, amêndoa, etc.), queimado profundo, caramelo enegrecido, caramelizado e/ou melaço. Adocicado de malte no paladar de moderado a alto, ainda que a sensação final possa ser de moderadamente doce a moderadamente seco (dependendo do envelhecimento). Alguns aromas oxidativos ou avinhados podem estar presentese, frequentemente, sabores complexos de álcool devem estar evidenciados. Sabores de álcool não devem causar sensação de aspereza,calor/quentura ou lembrar solvente. Aromas frutados de moderado a razoavelmente alto, geralmente de caráter de frutas secas. Amargor de lúpulo deve variar dentre o suficiente para balancear e uma firme presença; o equilíbrio está, portanto, entre maltado a um tanto quanto amargo. Aroma de lúpulo de baixo até moderadamente alto (normalmente com variedades de lúpulo inglês). Baixo a nenhum diacetil


Sensação na boca: De corpo completo e palpável/duro/mastigável/viscoso, com uma textura aveludada e voluptuosa (ainda que o corpopossa decair com o acondicionamento longo envelhecimento). Uma sensação de aquecimento suave derivada do álcool envelhecido deve estar presente, não devendo ser quente ou áspero. Carbonatação pode ser de baixa a moderada, dependendo da idade e acondicionamento.

Impressão Geral: A mais rica e forte das Ale Inglesas. Um verdadeiro mostruário da riqueza de possibilidades do maltado, e de intensos e complexos aromas. As características destas ales pode variar significativamente ao longo do tempo; ambas as versões jovens e envelhecidasdevem ser apreciadas levando em consideração as variações das quais decorrem. O perfil de malte pode variar amplamente; nem todos osexemplos apontam para todas os possibilidades de sabor e aroma.

História: Normalmente a mais forte ale oferecida por uma cervejaria,e recentemente muitos exemplos comerciais são agora marcadas comano vintage de colheita. Normalmente envelhecidas significativamente antes da distribuição. Frequentemente associadas com as festividadesde inverno ou natalinas.


Comentários: Apesar de frequentemente ser uma cerveja bem lupu-lada, a barleywine inglesa coloca menor ênfase nas características do lúpulo do que as barleywine americanas, utilizando lúpulos ingleses. As versões inglesas tendem a serem mais escuras, maltadas e frutadas, e contém maior riqueza de sabores de maltes especiais do que as barleywine americanas.

Ingredientes: Malte pale bem modificado é o ingrediente principal, com quantidades moderadas de malte caramelo. Maltes escuros devem ser usados com bastante restrição, ou nem mesmo se quer serem usados, pois boa parte da cor surge da fervura prolongada. Lúpulos ingleses como Northdown, Target, East Kent Goldings e Fuggles. Fermento Inglês com personalidade/distinto.

Vital Statistics:OG: 1.080 – 1.120IBUs: 35 – 70 FG: 1.018 – 1.030SRM: 8 – 22 ABV: 8 – 12%

Exemplos comerciais: Thomas Hardy’s Ale, Burton Bridge Thomas SykesOld Ale, J.W. Lee’s Vintage Harvest Ale, Robinson’s Old Tom, Fuller’s GoldenPride, AleSmith Old Numbskull, Young’s Old Nick (unusual in its 7.2% ABV),Whitbread Gold Label, Old Dominion Millenium, North Coast Old Stock Ale(when aged), Weyerbacher Blithering Idiot

22A. CLASSIC RAUCHBIER

Aroma: Mistura de malte e defumado, de equilíbrio e intensidade variado. A característica de defumado proveniente da Madeira de Faiapode variar desde sutil até razoavelmente forte, remetendo a esfumaçado, bacon, amadeirado, ou, raramente, quase sebento. O caráter de malte pode ser de baixo a moderado, e de certa maneira doce, torrado e maltado. Os componentes de malte e defumado são frequentemente inversamente proporcionais (quando o defumado aumenta, o maltado diminui, e vice-versa). Aroma de lúpulo deve ser de leve a inexistente. Límpido, com ausência de ésteres frutados, diacetyl ou DMS, típico decervejas lager.

Aparência: Esta cerveja deve ser bastante límpida, com uma espumarica, grande e cremosa, de aparência bronzeada. Cor entre âmbar mé-dio/cobre leve, até marrom escura.

Sabor: Geralmente segue o perfil de aroma, com uma mistura en-tre defumado e maltado em variada intensidade e equilíbrio, porémsempre complementares. Qualidades do estilo Märzen devem ser per-ceptíveis, particularmente um rico maltado e torrado, mas o aromadefumado pode ser de leve a alto. O paladar pode ser um tanto quantomaltado e doce, contudo a sensação final pode refletir ambos o maltee o defumado. Amargor de lúpulo moderado e balanceado, com umfinal médio-seco a seco (o caráter de defumado amplia a sensação deseco ao final). Sabor de lúpulo nobre de moderado a inexistente. Au-sência de ésteres frutados, diacetyl ou DMS, típico de cervejas lager.São inapropriadas características de defumado áspero, amargo, carbo-nizado, emborrachado, sulfuroso ou fenólico.


Sensação na boca: corpo médio. Carbonatação de médio a médio-alto. Caráter de cerveja lager suave. Aspereza fenólica, adstringentesignificante é inapropriada.

Impressão geral: Similar ao estilo Märzen/Oktoberfest com um aromae sabor defumado adocicado, e uma coloração mais escura.

História: uma especialidade histórica da cidade de Bamberg, na re-gião da Francônia na Bavária, Alemanha. O malte defumado com Madeira de Faia é utilizado para fazer o estilo Märzen, uma lager âmbar.O caráter de defumado do malte varia para cada fabricante de malte;algumas cervejarias produzem o próprio malte defumado (rauchmalz).

Comentários: A intensidade do caráter de defumado pode variar am-plamente; nem todos os exemplos são altamente defumados, sendopermitida a variação, quando em julgamento. Outros exemplos decervejas defumadas estão disponíveis na Alemanha, como as de estilo Bock, Hefe-Weizen, Dunkel, Schwarz e Helles, incluindo exemplos como a Spezial Lager. Cervejeiros que pretendem se inscrever comestes estilos devem usar a referência de “Outras Cervejas Defumadas”(22B) como categoria de inscrição.

Ingredientes: Malte defumado alemão (malte viena defumado com Madeira de Faia) tipicamente é utilizado em proporções de 20-100%,onde para o restante é utilizado maltes alemães tipicamente usadosno estilo Märzen. Algumas cervejarias ajustam levemente a cor comum pouco de malte torrado. Fermento alemão lager. Lúpulo alemãoou Tcheco.

Vital Statistics:OG: 1.050 – 1.057IBUs: 20 – 30 FG: 1.012 – 1.016SRM: 12 – 22 ABV: 4.8 – 6%


Exemplos Comerciais: Schlenkerla Rauchbier Märzen, Kaiserdom Rauch-bier, Eisenbahn Rauchbier, Victory Scarlet Fire Rauchbier, Spezial Rauch-bier Märzen, Saranac Rauchbier

quinta-feira, 10 de março de 2011

Revista nº 1 da Acerva Paulista


A Acerva Paulista lança a primeira revista do Brasil focada para fabricantes de cerveja artesanal em casa.

Nesta edição temos:

- Dicas de Hamonização;
- Meu Equipamento
- Matérias Técnicas (dicas sobre Lagers)
- Colunas Especiais (maltes e lúpulos)
- Receita de Campeão
- E Muito Mais

Você pode adquirir diretamente pelo site(clique aqui) pelo valor de R$ 14,90 (incluso o frete para todo o Brasil)

Vamos lá. Garanta já a sua nº1 e faça crescer o movimento de cerveja artesanal no Brasil

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Morre Rupprecht Loeffler, o cervejeiro mais antigo do Brasil


Morre Rupprecht Loeffler, o Seu Lefra

Faleceu neste domingo em Canoinhas, aos 93 anos o mestre cervejeiro Rupprecht Loefler, mais conhecido como "Seu" Lefra, proprietário da Cervejaria Canoinhense, a mais antiga cervejaria artesanal do Brasil.

O corpo do mestre cervejeiro está sendo velado na Câmara de Vereadores de Canoinhas e seu enterro acontece nesta segunda-feira (28) às 15h00 no Cemitério Municipal de canoinhas.

A cervejaria do Seu Lefra foi fundada em 1908 pelo seu pai e pouca coisa mudou desde então. Apesar de seus 93 anos, era o próprio Loeffler que ficava em uma mesinha, ao lado da entrada, fazendo às vezes do caixa. A cervejaria é um ponto turístico da cidade e mantém o mesmo maquinário há décadas, sendo que a água usada na fabricação dos 5 tipos de cerveja é retirada de um poço no mesmo local.
Ele ficou conhecido também nacionalmente pelo documentário curta-metragem Cerveja Falada, que abordava o cotidiano do mestre cervejeiro.
Fonte: Portal de Canoinhas

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dicas para uma receita de Barley Wine

OG: 1.090 – 1.120
Amargor: 50-100 IBU
Cor: 14-22 SRM
Álcool(vol): 8,4% - 12%
Sabor: maltada, encorpada e alcoólica. Médio para alto de amargor.
Cervejas Comerciais: Fuller´s Golden Pride, Rogue Old Crustacean, Brooklyn Monster Ale, Schmitt Barley Wine.

Ao contrário do que as pessoas imaginam, este estilo de cerveja não contém nenhuma semelhança com wine(vinho). O termo Barley Wine foi originalmente usado na Inglaterra, por volta de 1860 para designar uma cerveja bem forte dentro da família das bitters e pale ales inglesas.

Algumas características a respeito do seu perfil. Tradicionalmente, a barley wine utilizava-se de “dry hopping”(técnica usada de adicionar lúpulo na maturação) antes de embarcar as cervejas para os pubs.
Uma outra observação em relação a esse estilo é a sua atenuação, que varia entre 70 – 75%, deste modo, precisa-se de uma atenção especial a sua fermentação, geralmente bem prolongada, 2 -3 semanas e, uma boa dosagem de fermento, geralmente o dobro que utilizadas numa ale, para garantir essa boa atenuação diante dessa cerveja bem alcoólica.

Maltes:
Numa visão geral, o malte pale ale representa a maioria das receitas. No nosso caso, podemos utilizar do malte pilsen para substituir. Outros 10-15% podemos variar com maltes especiais, principalmente os caramelizados. Maltes como o Munich, Vienna, Chocolate e etc, podem ser usados na formulação da receita numa quantidade de +- 5%. Fica aqui a imaginação do mestre-cervejeiro em questão.

Lúpulo:
Uma variedade muito grande de lúpulos pode ser usada nas barley wine. Herança das escolas cervejeiras inglesas e americanas. Para seguir um estilo, por assim dizer, mais inglês, tradicionalmente o East Kent Goldings é recomendado, mas lúpulos como o Fuggles e Styrian Golding também são muito usados, principalmente para dry hopping. Devido a revolução da cerveja artesanal americana nos anos de 1980-1990, lúpulos como o Chinook, Centennial e Cascade(aroma) também são largamente utilizados, ou mesmo a mistura entre estas duas escolas cervejeiras.

Mostura:
Para a infusão, podemos trabalhar com uma rampa simples, por volta de 65-67°C, a esta temperatura produz fermentáveis ideais para este estilo.

Fermentação:
Como já observado, uma atenção especial à fermentação que inclui o dobro de leveduras para uma ale normal e uma fermentação primária prolongada para atingir a atenuação de pelo menos 70%. Fermentos secos como o T-58 e S-33 encontrados no Brasil são indicados e bem parecidos em relação a sua sedimentação, atenuação e tolerância ao álcool. Sendo o T-58 com notas mais frutadas e o S-33 um pouco mais condimentado. A maturação também é prolongada, podendo ser inclusive em anos, ou até em barris, o que favorece o arredondamento da percepção alcoólica e favorece no desenvolvimento de novos sabores a esta cerveja.

Brew happy,
Alex da Rós